quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Museu Oceanográfico recebe 258 pingüins nesta quinta

Nesta notícia é possível encontrar três tipos de força: histórica, do meio físico e dos dispositivos tecnológicos.
A força histórica é percebida pelo ineditismo da notícia – nunca um número tão grande de pingüins foi encontrado na costa brasileira e trazido para a região sul. Foram quase 300 pingüins resgatados, tratados e enviados a Rio Grande para a posterior soltura. Este fato, além de inédito, tem impacto grande na história, já que ficará marcado na memória do povo da região. Prova disto é o grande número de pessoas que foi até a praia do Cassino no dia da soltura, para acompanhar o final da história.

A força do meio físico está presente pelo fato de a notícia ser vinculada à região sul do Estado – mais especificamente, Pelotas e Rio Grande. O acontecimento já teria relevância noticiosa pelo fato de os biólogos da Bahia encontrarem um grande número de pingüins na costa. Mas o fato se torna ainda mais impactante pelo fato de os animais serem transportados por aviões da FAB até Pelotas, para, então, irem para Rio Grande. O fato histórico envolve a região, por isso o público gaúcho ficou ainda mais ansioso por informações.

A força dos dispositivos tecnológicos está presente pelo fato de a notícia ter sido publicada na página do Jornal Agora na internet. O webjornalismo tem a vantagem de atingir um público extenso de diversas partes do mundo. Neste caso, como se tratava de uma notícia para a qual todo o Brasil estava atento, noticiar em um jornal online de Rio Grande sobre o que acontecia no município teve grande relevância – e responsabilidade –, já que podia ser lido pelo resto do país como sendo “testemunha”.

Com licença. Me permito uma breve crítica ao Jornal Agora online: apesar de todas essas forças estarem presentes, acredito que elas não foram utilizadas como deveria, principalmente a força dos dispositivos tecnológicos. É claro que a matéria tem caráter meramente informativo, mas acredito que um pouco de “tempero digital” não faria mal – com o perdão da rima. As informações foram jogadas em um texto solidificado em apenas um grande parágrafo, sem sombra de atrativos textuais. Além disso, se você pretende comentar a matéria e interagir com o jornalista, esqueça: pegue seu banquinho e saia de mansinho. Decepcionante.

Ufa. Pronto. Me permiti. :]

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