quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Brasil pega carona na crise dos EUA

A crise financeira dos EUA não poderia ter um desenrolar diferente: crise mundial. Os quatro cantos do mundo possuem negócios ligados ao mercado americano, o que faz com que os problemas sejam sentidos em diversos países – inclusive aqui no Brasil. No início da tarde desta quinta-feira (06/11) o dólar apresentou mais uma alta. Por volta das 13h30min da tarde a moeda americana passou a ser vendida por R$ 2,155 , o que representa uma alta de 1,69%. Resultado: mais um dia de tensões nos mercados financeiros internacionais.

A crise por algum tempo foi tratada pelo governo brasileiro como uma realidade distante, ou seja, Brasil estaria imune à problemática americana. É claro que a história não foi bem assim. Apesar de o presidente Lula garantir que a população brasileira não sentiria a crise, as mudanças atingiram, sim, boa parte do país. E nesta onda, quem mais sentiu as conseqüências foram as grandes empresas. Além do setor imobiliário, que perdeu cerca de 70% do seu valor de mercado somente este ano, o setor automobilístico também apresentou queda.

Para auxiliar no momento de crise, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (06/11) a prorrogação do prazo para pagamentos de tributos federais, o que deve possibilitar mais dez dias de capital de giro para as empresas. Além disso, será disponibilizado pelo governo novas linhas de crédito para produção. O ministro afirmou que estas medidas foram elaboradas de forma que as contas públicas não fossem impactadas. O anúncio das ações foi feito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Mesmo com linhas de crédito e extensão de prazos às empresas, os cidadãos comuns das classes média e baixa continuam sentindo reflexos da crise. O supermercado é o local onde o problema fica mais evidente: o tradicional pão nosso de cada dia, por exemplo, fica mais caro. O Brasil é grande importador do trigo argentino, que, com a alta do dólar, se torna ainda mais caro. O mundo, portanto, acaba funcionando como se fosse um matrimônio, cheio de altos e baixos. E os negócios, como se fossem alianças abençoadas, fazem com que todos estejam ligados, na saúde ou na doença.

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